O PL saiu das urnas, neste domingo (4/10), como a maior força partidária do país. A sigla elegeu 357 candidatos e terminou na liderança na Câmara dos Deputados, no Senado, nos governos estaduais, nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que o partido conquistou 121 cadeiras na Câmara, 19 no Senado, cinco governos, 207 vagas de deputado estadual e cinco de deputado distrital.
A conta ainda pode aumentar. O partido disputa dois dos sete governos que serão definidos no segundo turno, marcado para 25 de outubro: Amazonas, com Professora Maria do Carmo, e Rio de Janeiro, com Douglas Ruas.
No caso de Ruas, porém, ainda há chance de ele ser proclamado eleito no primeiro turno. Isso porque os votos dados a Anthony Garotinho (Republicanos) estão sub judice e podem ser retirados do cálculo. Sem eles, Ruas passa de 50% dos votos válidos.
A sigla ainda tem o senador Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto. O filho mais velho do ex-presidente também avançou ao segundo turno.
Os números colocam o PL com vantagem de 137 eleitos sobre o PT, segundo colocado no levantamento, com 220.
Na sequência aparecem MDB, com 156; PSD, com 152; PP, com 127; Republicanos, com 124; e União Brasil, com 122.
Ao todo, 1.646 candidatos já foram eleitos para esses cinco cargos. O PL sozinho responde por 357 deles, ou pouco mais de um em cada cinco.
Balanço do primeiro turno
PL elege 357 candidatos e lidera em governadores, assembleias, Câmara e Senado

PL lidera da Câmara aos estados
A maior vantagem do PL sobre os demais partidos aparece no Senado. Das 54 cadeiras em disputa neste ano, 19 ficaram com a legenda. O MDB, segundo colocado, elegeu sete senadores, enquanto o PT conquistou seis.
Na Câmara, o PL também terá a maior bancada a partir de 2027. Foram eleitos 121 deputados federais da sigla, 51 a mais que os 70 do PT. União Brasil aparece depois, com 46; PSD, com 43; e PP e Republicanos, com 41 cada.
A liderança se repete nas assembleias legislativas. O partido elegeu 207 deputados estaduais pelo país. O PT ficou em segundo, com 138, seguido por MDB, com 109, e PSD, com 102.
No Distrito Federal, o PL também ficou com o maior número de cadeiras entre os 24 deputados distritais eleitos: cinco. PT, MDB, PP e Republicanos elegeram três cada.
Entre os governos já definidos no primeiro turno, o PL também aparece à frente. A legenda venceu em cinco estados. O PSD elegeu quatro governadores; PT e Republicanos, três cada; PP, dois; e MDB, Podemos e PSDB, um cada.
Dos 27 governos estaduais e do Distrito Federal, 20 foram definidos no domingo. Os outros sete terão segundo turno.
PT fica em segundo; MDB e PSD vêm depois
O PT terminou o primeiro turno como o segundo partido com mais candidatos eleitos no país. Além dos 70 deputados federais e seis senadores, a legenda conquistou três governos, 138 cadeiras nas assembleias e três na CLDF. São 220 eleitos ao todo.
O partido ainda disputa dois governos no segundo turno. Leandro Grass concorre no Distrito Federal, enquanto Cadu de Lula está na disputa no Rio Grande do Norte.
MDB e PSD aparecem praticamente empatados na sequência do levantamento. O MDB soma 156 eleitos, contra 152 do PSD.
A diferença entre os dois passa pela distribuição dos cargos. O MDB elegeu sete senadores e 109 deputados estaduais, enquanto o PSD conquistou quatro governos e 43 cadeiras na Câmara dos Deputados.
O PSD também tem dois candidatos no segundo turno: Omar Aziz, no Amazonas, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. O MDB disputa o governo do Espírito Santo com Ricardo Ferraço.
PP, Republicanos e União Brasil completam o grupo de partidos que ultrapassou a marca de 100 eleitos.
O PP soma 127: 41 deputados federais, três senadores, dois governadores, 78 deputados estaduais e três distritais. Republicanos aparece logo atrás, com 124, enquanto União Brasil tem 122.
Depois deles, há uma queda maior. O Podemos elegeu 77 candidatos; PSB, 60; PSDB e PSOL, 40 cada; PDT, 31; e Novo, 28.
PV teve 26 eleitos; Avante, 22; PCdoB, 20; PRD, 18; Agir, sete; Solidariedade, seis; Rede, cinco; Mobiliza, três; e Missão, dois. Cidadania, DC e Democrata elegeram um candidato cada.
PCB, PCO, PRTB, PSTU e Unidade Popular não elegeram candidatos para nenhum dos cargos.
Sete governos ficam para o segundo turno
O segundo turno ainda pode alterar a distribuição dos governos estaduais entre os partidos, mas não os números da Câmara, do Senado e das casas legislativas.
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