Nesta quarta-feira (23), a Polícia Civil do Ceará afirmou que exames periciais e imagens de câmeras de segurança indicam que Isabelle Caracristi, de 22 anos, se jogou do 23º andar do prédio onde morava, em Fortaleza. O namorado dela, João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso e é investigado por suspeita de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e violência psicológica.
O laudo da perícia classificou a queda como uma “precipitação voluntária”. Segundo os exames, Isabelle caiu em posição vertical e permaneceu cerca de três segundos em queda. As imagens obtidas pela investigação também foram analisadas para verificar a dinâmica da morte.
– Tem uma câmera que corrobora com essa dinâmica fornecida pela perícia – disse o perito-geral Júlio Torres, durante coletiva de imprensa.
Apesar dos resultados iniciais, a polícia afirma que a investigação continua. Os investigadores ainda apuram se havia outra pessoa no rooftop, os horários de entrada e saída de João e o que ocorreu antes da queda. A possibilidade de participação ou auxílio de terceiros também permanece sob análise.
– Nós temos a informação técnica do nosso órgão de perícia que aponta para realmente o suicídio, para a precipitação voluntária. Mas nada é descartado, se teve algum auxílio, o que levou até aquele momento, se mais alguém estava naquele ambiente, o horário em que o namorado esteve no apartamento, que horas saiu e retornou, quando ele esteve fora, onde ele estava – declarou o delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez.
Segundo a polícia, Isabelle permaneceu por cerca de uma hora e meia no rooftop antes da queda. Nesse período, ela usou o celular para conversar e trocar mensagens com outras pessoas. Parte desse conteúdo foi recuperada, mas os investigadores não divulgaram detalhes.
– O que nós podemos falar é que ela passou um bom tempo se comunicando com algumas pessoas ao telefone, mandando mensagens e interagindo com pessoas, mas nós não podemos divulgar isso para não atrapalhar as investigações – explicou Gutiérrez.
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