Adriana Inácio Silva, de 42 anos, estava grávida de gêmeos, com 36 semanas. Segundo a família, ela permaneceu três dias internada no Hospital Municipal de Porangatu, recebeu alta e precisou retornar no mesmo dia após perceber que não sentia mais os bebês se mexerem. A família denuncia possível negligência.
Adriana acabou transferida em caráter de emergência para o HCN, em Uruaçu.
Segundo o próprio HCN, ela chegou em estado grave, com forte suspeita de que um dos fetos já estivesse morto. Foi levada imediatamente para uma cesariana de emergência. Um dos bebês foi retirado sem vida. O outro nasceu vivo, mas em estado grave e foi encaminhado à UTI Neonatal. Adriana também não resistiu.
Dias depois, o segundo bebê também morreu.
Agora, a Polícia Civil tenta reconstruir toda a sequência do atendimento. Segundo o delegado responsável, um dos pontos centrais é entender por que o parto não aconteceu antes e se uma intervenção anterior poderia ter mudado o desfecho. Prontuários e condutas médicas estão sendo analisados.
A Prefeitura de Porangatu abriu sindicância e cobrou documentos e explicações do Instituto Alcance, responsável pela gestão do hospital municipal. O Ministério Público também acompanha questões relacionadas à administração da unidade, repasses financeiros, medicamentos, insumos e pagamentos.
E a crise cresceu: um vereador pediu a abertura de CPI para investigar a gestão do hospital e os repasses ao Instituto Alcance.
Ainda não há conclusão oficial sobre eventual responsabilidade ou negligência.
Mas são uma mãe, dois bebês, duas cidades e uma sequência de decisões médicas que agora precisa ser explicada.
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