Menos de um mês após a morte de Adriana Inácio Silva e seus dois bebês, outro caso envolvendo uma gestante de gêmeos chama a atenção no Norte Goiano.
A empresária Cristiane Rodrigues, de 41 anos, morreu no domingo (11), no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, após complicações de um parto realizado em Crixás.
Cristiane estava grávida pela primeira vez. Segundo familiares, durante a gestação apresentou anemia e alterações na pressão arterial. Havia previsão de que o parto acontecesse em Uruaçu.
Mas, após registrar pressão de 18 por 12, foi medicada e submetida a uma cesariana no Hospital Municipal de Crixás, que não possui UTI.
Os gêmeos Theo e Isis nasceram no sábado (10), às 15h10 e 15h12, e passam bem.
Após o parto, Cristiane sofreu convulsão e hemorragia. Houve mobilização emergencial para conseguir sangue. A transferência para o HCN ocorreu por volta das 23h, cerca de oito horas depois do nascimento dos bebês.
Ela morreu na manhã seguinte.
A família relata complicações associadas à síndrome HELLP, condição grave da gravidez que pode comprometer o fígado e a coagulação sanguínea. Os familiares questionam o atendimento e registraram ocorrência policial para investigação.
O HCN informou que recebeu Cristiane em estado extremamente grave, prestou assistência contínua e colabora com o esclarecimento da causa da morte.
Até a última reportagem consultada, a Prefeitura e o Hospital Municipal de Crixás não haviam respondido aos questionamentos da imprensa.
E A ASSISTÊNCIA ÀS GESTANTES DE ALTO RISCO?
O caso lembra a morte de Adriana, que também esperava gêmeos e foi transferida de Porangatu para Uruaçu. São situações distintas, sem comprovação de erro médico ou responsabilidade dos hospitais.
Mas as duas tragédias levantam perguntas importantes: gestantes de alto risco estão sendo encaminhadas no momento adequado? Existe estrutura suficiente nos hospitais municipais? Como funciona a regulação das transferências?
AO VIVO