Investigado de matar a mãe com faca, garfo e martelo nunca havia sido preso

O jovem de 22 anos que confessou ter assassinado a própria mãe após ter ouvido vozes satânicas nunca havia sido preso, segundo o delegado Cléber Martins, que está responsável pelo caso. O rapaz matou a mulher, identificada como Aureni Constância de Souza Rodrigues, com golpes de garfo, faca e martelo, no último sábado (15), na cidade de Águas Lindas de Goiás.

O delegado explicou que o jovem também nunca havia sido internado por problemas psiquiátricos. A polícia e a perícia não encontraram elementos que possam servir de justificativa para as “vozes” que o rapaz diz ter ouvido, e que o teriam mandado matar a mãe.

Além de assassinar Aureni, o rapaz também esganou e asfixiou a irmã de 13 anos, que tentou intervir durante o crime. Segundo o delegado, a princípio a adolescente deverá ser acolhida por outros familiares. Procurado pela reportagem, o Conselho Tutelar de Águas Lindas informou que o caso ainda está sendo investigado e que é impossível informar o estado atual da garota e com quem ela deverá ficar.

Relembre

Segundo a polícia, o crime ocorreu por volta das 10h30 dentro da casa da vítima. O rapaz surpreendeu a mulher com o ataque e desferiu golpes principalmente na região do crânio e do pescoço.

A irmã do rapaz, de 13 anos, acordou assustada com o barulho do assassinato e presenciou o momento em que o jovem agredia a mulher. Ela tentou interferir para salvar a mãe, mas foi esganada e asfixiada pelo irmão. Mas, conseguiu se desvencilhar do ataque e saiu em busca de socorro, acionando vizinhos e a polícia.

Preso, o suspeito confessou a intenção de atear fogo no corpo de Aureni e enterrar os restos mortais em uma cova que ele já havia cavado. Ele deverá responder pelos crimes de homicídio doloso qualificado, por ter impedido a defesa da vítima, além de tentativa de homicídio qualificado contra a irmã.

No último domingo (16), a polícia civil decretou a prisão preventiva do jovem. O inquérito deverá ser finalizado assim que o laudo pericial do corpo da vítima ficar pronto.

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